Blog da Cidha Cunha

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

SÃO PEDRO DAMIÃO

SÃO PEDRO DAMIÃO 21 de Fevereiro



São Pedro Damião nasceu em Ravena. Ao ficar órfão dos pais, viveu uma infância de dificuldades e sofrimentos.
Mas foi acolhido pelo irmão mais velho, chamado Damião, que o ajudou em sua iniciação aos estudos. Em sinal de gratidão, Pedro juntou seu nome ao dele, passando assim a ser conhecido como Pedro Damião. Aos 28 anos ingressou na Ordem Camaldulense e também fundou um grupo de mosteiros na Úmbria, tornando-se o centro das atividades reformadoras. Trabalhou firmemente para devolver à vida religiosa seu sentido de consagração total a Deus, na solidão e penitência. Por tantos feitos, São Pedro Damião também é conhecido como o Doutor da Igreja

História
O santo nasceu em 1007, em Ravena (Itália). Perdeu seus pais quando era criança e ficou sob os cuidados de um irmão que o tratou como escravo. Outro irmão, arcipreste de Ravena, se compadeceu e se encarregou de sua educação. Sentindo-se como um filho, Pedro adotou de seu irmão o nome Damião.
Desde jovem, São Pedro se acostumou à oração, vigília, jejum, convidava os pobres à sua mesa e lhes servia pessoalmente. Ingressou na vida monástica com os beneditinos da reforma de São Romualdo.
São Pedro Damião discerniu sua vocação à vida religiosa e entrou para a Ordem dos Camaldulenses, no mosteiro de Fonte Avellana, na Úmbria, onde religiosos austeros levavam vida de eremitas.
Diante das regras e do que ele via e percebia, era preciso uma renovação a começar por ele. Ao se abrir a ação do Espírito Santo, ao ser obediente às regras, outros também foram se ajuntando a Pedro Damião, fundaram outros mosteiros e deram essa contribuição.
A renovação de qualquer instituição passa pela renovação pessoal, e também é válido para os tempos de hoje. As reclamações, as acusações, as rebeliões nada renovam, mas a decisão pessoal, a abertura a Deus, isso sim, pode provocar, como provocou na vida e na história de São Pedro Damião, uma renovação.
Deus pediu mais, e ele foi servir de maneira mais próxima a hierarquia da Igreja, sendo conselheiro de um Papa. Foi Bispo de Óstia, lugar perto de Roma, e também foi escolhido como Cardeal.
Para dominar suas paixões, colocava cintos com espinhos (cilício) debaixo de sua camisa, açoitava-se e jejuava com pão e água. Mas, seu corpo, por não estar acostumado, ficou debilitado e começou a sofrer de insônia.
Foi assim que compreendeu que esses castigos não deviam ser tão severos e que a melhor penitência é a paciência com as penas que Deus permite que nos cheguem. Esta experiência lhe serviu, mais tarde, para acompanhar espiritualmente os outros.
Quando morreu o Abade, Pedro assumiu, por obediência, a direção da comunidade. Fundou outras cinco comunidades de eremitas e, em todos os monges, buscava que fomentassem o espírito de retiro, caridade e humildade. Dentre eles, surgiram São Domingos Loricato e São João de Lodi.
Vários Papas recorreram a São Pedro por seus conselhos. Em 1057, foi criado Cardeal e Bispo de Ostia, embora o santo sempre tenha preferido sua vida de eremita. Posteriormente, lhe seria concedido o desejo de voltar para o convento como simples monge, mas com a condição de que poderia ser empregado no serviço da Igreja.
Dedicou-se a enviar cartas a muitos Pontífices e pessoas de alto escalão para que se erradicasse a simonia, que era a compra ou venda do que é espiritual por bens materiais, incluindo cargos eclesiásticos, sacramentos, sacramentais, relíquias e promessas de oração.
Escreveu o “Livro Gomorriano” (fazendo alusão à cidade de Gomorra, do Antigo Testamento) e falou contra os costumes impuros daquele tempo. Do mesmo modo, escrevia sobre os deveres dos clérigos, monges e recomendava a disciplina mais do que o jejum.
Costumava dizer: “É impossível restaurar a disciplina uma vez que esta decai; se nós, por negligência, deixamos cair em desuso as regras, as gerações futuras não poderão voltar à observância primitiva. Guardemo-nos de incorrer em semelhante culpa e transmitamos fielmente a nossos sucessores o legado de nossos predecessores”.
Era uma pessoa severa, mas sabia tratar os pecadores com indulgência e bondade quando a prudência e a caridade o requeriam. Em seu tempo livre, costumava fazer colheres de madeira e outros utensílios para não permanecer ocioso.
O Papa Alexandre II enviou São Pedro Damião para resolver um problema com o Arcebispo de Ravena, que estava excomungado por certas atrocidades cometidas. Lamentavelmente, o santo chegou quando o Prelado tinha falecido, mas converteu os cúmplices, aos quais impôs uma penitência justa.
De volta a Roma, ficou doente com uma febre aguda, em um mosteiro fora de Faenza. Partiu para a Casa do Pai em 22 de fevereiro de 1072. Dante Alighieri, no canto XXI do Paraíso, coloca São Pedro Damião no céu de Saturno, destinado aos espíritos contemplativos. Foi declarado Doutor da Igreja em 1828.

Oração a São Pedro Damião
Ó Deus, nós Te suplicamos,
 Que todos os homens possam encontrar-Te
 Pessoalmente e responder-Te com a mesma fé de Abraão,
 Dos apóstolos e dos santos.
 São Pedro Damião, rogai por nós.
Amém.  

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

SANTOS DO DIA


OS SANTOS



Santo (do termo latino sanctu, "estabelecido segundo a lei", "que se tornou sagrado") é tudo aquilo que é sagrado, ou seja, que está conforme os preceitos religiosos e a divindade [Salmos 15/16, 3] [Mateus 5, 3-12].
Para o Cristianismo e Catolicismo, "santo" é todo aquele que já está no céu, junto de Deus, aguardando a parúsia (segunda vinda de Cristo) [Apocalipse 5, 7-10 e 8, 2-4] [2 Macabeus 15, 6-17]. Aqueles que a Igreja Católica reconhece como santos, através da canonização, [1] são as pessoas que desempenharam uma obra admirável, ou cuja vida serve de testemunho aos demais católicos [1 Cor 12, 31]. Na Igreja Ortodoxa e na Igreja Anglicana, pessoas reconhecidas por virtudes especiais podem receber, também, o título de Santo, porém a Igreja Católica foi a que mais gerou santos na sua História. Esse título denota que, além de grande caráter, a pessoa está na graça de Deus (no Céu), mas a falta desse reconhecimento formal não significa necessariamente que o indivíduo não seja um santo. Aqueles santos que não possuem o reconhecimento formal da Igreja Católica recebem o título de Santos Anônimos. Para celebrar a honra desses santos, foi instituído  DIA 2 DE NOVEMBRO o “Dia de Todos-os-Santos”  pelo Papa Gregório III.

Dia de todos os santos

Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam, inicialmente, as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se, nelas, orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas a sua memória nesses mesmos locais.

SANTOS DE CADA MÊS

JANEIRO






quinta-feira, 4 de outubro de 2018

SÃO FRANCISCO DE ASSIS - 04 De Outubro -

 SÃO FRANCISCO DE ASSIS


São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, em 1182. Era filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante, e Pia, de família nobre da Provença.  Na juventude, Francisco era muito rico e esbanjava dinheiro com ostentações. Porém, os negócios de seu pai não lhe despertaram interesse, muito menos os estudos. O que ele queria mesmo era se divertir. Porém, São Boaventura, seu contemporâneo, escreveu sobre ele: “Mas, com o auxílio divino, jamais se deixou levar pelo ardor das paixões que dominavam os jovens de sua companhia”.
Certa vez, ao encontrar um leproso, apesar da repulsa natural, venceu sua vontade e beijou o doente. Foi um gesto movido pelo Espírito Santo. A partir desse momento, ele passou a fazer visitas e a servir aos doentes que sem encontravam nos hospitais. Aos pobres, presenteava com suas próprias roupas e também com o dinheiro que tivesse no momento.

Vida de São Francisco
Na juventude de Francisco, por volta de seus vinte anos, uma guerra começou entre as cidades italianas chamadas Perugia e Assis. Ele queria combater em Espoleto, entre Assis e Roma, mas caiu enfermo. Durante a doença, Francisco ouviu uma voz sobrenatural. Esta lhe pedia para ele "servir ao amor e ao Servo". Pouco a pouco, com muita oração, Francisco sentiu em seu coração a necessidade de vender seus bens e “comprar a pérola preciosa” sobre a qual ele lera no Evangelho.

O Chamado
Num dia simples, mas muito especial, num momento em que Francisco rezava sozinho na Igreja de São Damião, em Assis, ele sentiu que o crucifixo falava com ele,  repetindo por três vezes a frase que ficou famosa: "Francisco, repara minha casa, pois olhas que está em ruínas". O santo vendeu tudo o que tinha e levou o dinheiro ao padre da Igreja de São Damião, e pediu permissão para viver com ele. Francisco tinha vinte e cinco anos.
Pedro Bernardone, ao saber o que seu filho tinha feito, foi busca-lo indignado, levou-o para casa, bateu nele e acorrentou-o pelos pés. A mãe, porém, o libertou na ausência do marido, e o jovem retornou a São Damião. Seu pai foi de novo buscá-lo. Mandou que ele voltasse para casa ou que renunciasse à sua herança. Francisco então renunciou a toda a herança e disse: "As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las". Em seguida se desnudou e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe: “Até agora tu tem sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”.

Renúncia de São Francisco de Assis
Para reparar a Igreja de São Damião, Francisco pedia esmola em Assis. Terminado esse trabalho, começou reformar a Igreja de São Pedro. Depois, ele retirou-se para morar numa capela com o nome de Porciúncula. Ela fazia parte daabadia de Monte Subasio, cuidada pelos beneditinos. Ali o céu lhe mostrou o que realmente esperava dele.
O trecho do Evangelho da Missa daquele dia dizia: "Ide a pregar, dizendo: o Reino de Deus tinha chegado. Dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias...” A estas palavras, Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica.

Milagres de São Francisco de Assis
Deus lhe concedeu o dom da profecia e o dos milagres. Quando Francisco pedia esmolascom o fim de restaurar a Igreja de São Damião, ele dizia: "Um dia haverá ali um convento de religiosas, em cujo nome se glorificará o Senhor e a Igreja". A profecia se confirmou cinco depois com Santa Clara e suas religiosas. Ao curar, com um beijo, o câncer que havia desfigurado o rosto de um homem, São Boaventura comentou para São Francisco de Assis: "Não se há que admirar mais o beijo do que o milagre?"

Fundação da Ordem dos Frades Menores (O.F.M.)
Francisco começou a anunciar a verdade, no ardor do Espírito de Cristo. Convidou outros a se associarem a ele na busca da perfeita santidade, insistindo para que levassem uma vida de penitência. Alguns começaram a praticar a penitência e em seguida se associaram a ele, partilhando a mesma vida. O humilde São Francisco de Assis decidiu que eles se chamariam Frades Menores.
Surgiram assim os primeiros 12 discípulos que, segundo registram alguns documentos, “foram homens de tão grande santidade que, desde os Apóstolos até hoje, não viu o mundo homens tão maravilhosos e santos”. O próprio Francisco disse em testamento: “Aqueles que vinham abraçar esta vida, distribuíam aos pobres tudo o que tinham. Contentavam-se só com uma túnica, uma corda e um par de calções, e não queriam mais nada”. Os novos apóstolos reuniram-se em torno da pequena igreja da Porciúncula, ou Santa Maria dos Anjos, que passou a ser o berço da Ordem.
A nova ordem religiosa de São Francisco de Assis
Em 1210, quando o grupo contava com doze membros, São Francisco de Assis redigiu uma regra pequena e informal. Esta regra era, na sua maioria, os conselhos de Jesus para que possamos alcançar a perfeição. Com ela foram à Roma apresentá-la ao Sumo Pontífice. Lá, porém,relutavam em aprovar a nova comunidade. Eles achavam que o ideal de Francisco era muito rígida respeito da pobreza. Por fim, porém, um cardeal afirmou: "Não podemos proibir que vivam como Cristo mandou no Evangelho".
 Receberam a aprovação e voltaram a Assis, vivendo na pobreza, em oração, em santa alegria e grande fraternidade, junto a Igreja da Porciúncula. Mais tarde, Inocêncio III mandou chamar São Francisco de Assis e aprovou a regra verbalmente. Logo em seguida o papa impôs a eles o corte dos cabelos, e lhes enviou em missão de pregarem a penitência.
São Francisco de Assis, um exemplo de vida
São Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus por uma alegria imensa, que se expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”.
A santidade de São Francisco de Assis lhe angariou muitos discípulos e atraiu também uma jovem, filha do Conde de SassoRosso, Clara, de 17 anos. Desde o momento em que o ouviu pregar, compreendeu que a vida que ele indicava era a que Deus queria para ela. Francisco tornou-se seu guia e pai espiritual. Nascia assim a Ordem Segunda dos Franciscanos, a das Clarissas. Depois, Inês, irmã de Clara, a seguia no claustro; mais tarde uma terceira, Beatriz se juntou a elas.
Sabedoria divina
Certa vez, São Francisco de Assis, sentindo-se fortemente tentado pela impureza, deitou-se sem roupas sobre a neve. Outra vez, num momento de tentação ainda mais violenta, ele rolou sobre espinhos para não pecar e vencer suas inclinações carnais.
Sua humildade não consistia simplesmente no desprezo sentimental de si mesmo, mas na convicção de que "ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais". Considerando-se indigno do sacerdócio, São Francisco de Assis apenas chegou a receber o diaconato. Detestava de todo coração o exibicionismo.
Uma vez contaram-lhe que um dos irmãos amava tanto o silêncio que até quando ia se confessar, fazia-o por sinais. São Francisco respondeu desgostoso:"Isso não procede do Espírito de Deus, mas sim do demônio; é uma tentação e não um ato de virtude". Francisco tinha o dom da sabedoria. Certa vez, um frade lhe pediu permissão para estudar. Francisco respondeu que, se o frade repetisse com amor e devoção a oração "Glória ao Pai", se tornaria sábio aos olhos de Deus. Ele mesmo, Francisco, era um grande exemplo da sabedoria dessa maneira adquirida.
São Francisco de Assis e os animais
A proximidade de Francisco com a natureza sempre foi a faceta mais conhecida deste santo. Seu amor universalista abrangia toda a Criação, e simbolizava um retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden.
Os estigmas de São Franscisco de Assis
Dois anos antes de sua morte, tendo Francisco ido ao Monte Alverne em companhia de alguns de seus frades mais íntimos, pôs-se em oração fervorosa e foi objeto de uma graça insigne.
Na figura de um serafim de seis asas apareceu-lhe Nosso Senhor crucificado que, depois de entreter-se com ele em doce colóquio, partiu deixando-lhe impressos no corpo os sagrados estigmas da Paixão. Assim, esse discípulo de Cristo, que tanto desejara assemelhar-se a Ele, obteve mais este traço de similitude com o Divino Salvador.
Devoção a São Francisco de Assis
No verão de 1225, Francisco esteve tão enfermo, que o cardeal Ugolino e o irmão Elias o levaram ao médico do Papa, em Rieti. São Francisco de Assis perguntou a verdade e lhe dissessem que lhe restava apenas umas semanas de vida. "Bem vinda, irmã Morte!", exclamou o santo.
 Em seguida pediu para ser levado à Porciúncula. Morreu no dia três de outubro de 1226, com menos de 45 anos, depois de escutar a leitura da Paixão do Senhor. Ele queria ser sepultado no cemitério dos criminosos, mas seus irmãos o levaram em solene procissão à Igreja de São Jorge, em Assis.
Ali esteve depositado até dois anos depois da canonização. Em 1230, foi secretamente trasladado à grande basílica construída pelo irmão Elias. Ele foi canonizado apenas dois anos depois da morte, em 1228, pelo Papa Gregório IX. Sua festa é celebrada em 04 de outubro.
 SIMBOLOS
O santo da humildade, da alegria, da pobreza e do amor à natureza .São Francisco de Assis é um dos santos mais representados artisticamente. Sua iconografia é bem diversificada, mas encontramos principalmente as seguintes representações: o santo aparece com o hábito marrom, claro ou escuro, com o cordão do hábito na cintura com três nós e também com o terço, a bíblia e o crucifixo.
O hábito de São Francisco
O hábito de São Francisco é o hábito da Ordem que ele mesmo fundou: a Ordem dos Franciscanos. Ele é sinal da sua consagração a Deus e serve para distinguir o sagrado do popular. Também é sinal de pobreza e humildade, pois se evita o uso de trajes mundanos. Caracteriza a união e a fidelidade a uma ordem religiosa. O hábito torna visível a presença de Deus e da Igreja na pessoa do religioso. É uma vestimenta típica dos franciscanos.
O cordão de São Francisco
O cordão na imagem de São Francisco é um cinto de corda e representa os votos feitos a Deus. Os três nós presentes no cinto simbolizam os votos de pobreza, castidade e obediência. O cinto representa também o desapego das coisas do mundo e a entrega total a Deus.
Os estigmas de São Francisco
Estigmas são as feridas de Jesus Cristo que aparecem em alguns santos. Os estigmas de São Francisco são o sofrimento de Cristo no corpo do santo. Os estigmas são a representação franciscana mais importante, pois eles nascem de uma experiência mística e indicam a santidade de Francisco. Em uma ocasião, ele teve a visão de um homem com seis asas, parecendo um Serafim. Ele estava de braços abertos presos à cruz. Enquanto meditava sobre essa visão, surgiram feridas nas mãos, nos pés e do lado de Francisco, como em Cristo crucificado. São Francisco passou os últimos anos de sua vida imitando a Jesus, como 'o servo crucificado do Senhor crucificado'.
O Terço de São Francisco
O Terço na imagem de São Francisco representa sua devoção Mariana. O Terço junto ao hábito mostra que o santo é uma pessoa de oração. E, por se tratar de uma devoção Mariana, mostra que o santo está intimamente ligado a Nossa Senhora, que conta com sua poderosa intercessão.
A Bíblia de São Francisco
A Bíblia na imagem de São Francisco representa que a sua sabedoria está baseada na Palavra de Deus. Também lembra o fato de que São Francisco é o fundador da Ordem dos Franciscanos. Lembra ainda que a conversão de São Francisco aconteceu porque ele achou um manuscrito do Evangelho e, ao lê-lo, encontrou-se com Jesus Cristo e se converteu. Tudo o que ele fez e falou está de acordo com os ensinamentos de Jesus escritos nos Evangelhos.
A Cruz de São Francisco
A Cruz de São Francisco simboliza o sofrimento que ele viveu neste mundo e a vitória da vida sobre a morte. A imagem de São Francisco segurando uma cruz simboliza a sua entrega total a Cristo, a ponto de até receber os estigmas de Cristo. Significa que ele aceita as dores e sofrimentos da caminhada de fé em Jesus, mas com a certeza da vitória final na ressurreição dos mortos.
Os pássaros de São Francisco
Os animais na imagem de São Francisco representam seu amor pela Criação. São Francisco chamava a todas as criaturas de irmãos: irmão sol, irmã lua, irmão lobo, irmã água... Era comum a presença de animais em suas pregações. Por isso, os pássaros presentes nas imagens do santo representam todos os animais e a ligação de São Francisco com a natureza. Em algumas representações aparecem outros tipos de animais. No dia 4 de outubro, dia que a Igreja celebra São Francisco, o mundo inteiro comemora o dia dos animais. Por isso ele é o padroeiro da ecologia e do meio ambiente e patrono dos animais. Seu grande amor pela criação o fez escrever o 'Cântico das criaturas' e 'Irmão sol'.

Oração a São Francisco de Assis
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Amém!

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

SANTOS DO DIA -PARTE 2 -

OS SANTOS



Santo (do termo latino sanctu, "estabelecido segundo a lei", "que se tornou sagrado") é tudo aquilo que é sagrado, ou seja, que está conforme os preceitos religiosos e a divindade [Salmos 15/16, 3] [Mateus 5, 3-12].
Para o Cristianismo e Catolicismo, "santo" é todo aquele que já está no céu, junto de Deus, aguardando a parúsia (segunda vinda de Cristo) [Apocalipse 5, 7-10 e 8, 2-4] [2 Macabeus 15, 6-17]. Aqueles que a Igreja Católica reconhece como santos, através da canonização, [1] são as pessoas que desempenharam uma obra admirável, ou cuja vida serve de testemunho aos demais católicos [1 Cor 12, 31]. Na Igreja Ortodoxa e na Igreja Anglicana, pessoas reconhecidas por virtudes especiais podem receber, também, o título de Santo, porém a Igreja Católica foi a que mais gerou santos na sua História. Esse título denota que, além de grande caráter, a pessoa está na graça de Deus (no Céu), mas a falta desse reconhecimento formal não significa necessariamente que o indivíduo não seja um santo. Aqueles santos que não possuem o reconhecimento formal da Igreja Católica recebem o título de Santos Anônimos. Para celebrar a honra desses santos, foi instituído  DIA 2 DE NOVEMBRO o “Dia de Todos-os-Santos”  pelo Papa Gregório III.

Dia de todos os santos

Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam, inicialmente, as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se, nelas, orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas a sua memória nesses mesmos locais.

CONTINUAÇÃO DOS SANTOS DE CADA MÊS

JULHO

1º /07 -  SÃO GALO

19/07 -  SÃOSERAFIM


 03/09 - SÃO GREGRÓRIO

04/09-  SANTA ROSÁLIA

05/09 - SANTA TERESA DE CALCUTÁ

08/09 NOSSA SENHORA DA NATIVIDADE

10/09 - SÃO NICOLAU TOLENTINO

11/09 -  SÃO JOÃO GABRIEL PERBOYRE

 14/09 -  EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

15/09 -  NOSSA SENHORA DAS DORES

19/09 -  SÃO JANUÁRIO

20/09 -  SANTO ANDRÉ KIM

21/09 -  SÃO MATEUS

23/09 SÃO PADRE PIO

24/09 - SÃO GERARDO SEGREDO

25/09 -  SANTA AURÉLIA E NEOMÍSIA

26/09 - SÃO COSME E SÃO  DAMIÃO 

28 / 09 - SÃO WENCESLAU 

29/09 -  SÃO MIGUEL,SÃO GABRIEL E SÃO RAFAEL

30/09 -  SÃO JERÔNIMO

OUTUBRO

01/10  - SANTA TEREZA DO MENINO  JESUS

02/10 -  SANTOS ANJOS DA GUARDA

03/10 - SÃO DIONISIO AREOPAGITA

04/10 - SÃO FRANCISCO DE ASSIS

05/10 - SÃO BENEDITO

11/10 -  SÃO MARTINHO DE TOURS

12/10 -  NOSSA SENHORA DE APARECIDA

15/10 -  SANTA TERESA DE ÁVILA

16/10  - SANTA EDWIRGES

17/10 -  SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA

18/10 - SÃO LUCAS EVANGELISTA

20/10 - SANTA MARIA BERTÍLÇIA

21/10 - SANTA ÚRSULA

22/10 - SANTA MARIA SALOMÉ

22/10 - SÃO JOÃO PAULO II

23/10 - SÃO JOÃO DE CAPISTRANO

25/10 - FREI GALVÃO

27/10 - SÃO FRUMENCIO

28/10 - SÃO JUDAS TADEU

29/10 - SÃO NARCISO

30/10 - SÃO MARCELO

31/10 - SANTO AFONSO  RODRIGUES