Blog da Cidha Cunha

sábado, 10 de agosto de 2019

SÃO LOURENÇO - 10 De Agosto -

SÃO LOURENÇO - 10/08 -


São Lourenço, o santo espanhol, também conhecido como Lourenço de Huesta ou Valência.
Segundo Santo Agostinho o desejo de Lourenço de unir-se a Jesus era tanto que esqueceu da dor da tortura.
HISTÓRIA
Origem
Nasceu em 225 e morreu martirizado em 258, no dia 10 de agosto, em Roma. Está entre os diáconos do início da Igreja de Roma. Eles eram considerados os guardiões dos bens da Igreja e dispensadores de ajuda aos pobres. O nome Lourenço é o mesmo que Laurentius, que significa Coroa feita de Louro, como os vencedores recebiam após suas vitórias. Lourenço obteve a vitória em sua paixão. São Lourenço foi ajudante do Papa Sisto II e responsável por um centro dedicado aos pobres.
Diácono São Lourenço
No livro dos Atos dos Apóstolos, no capítulo 6, vemos a preocupação dos mesmos quanto ao crescimento do número dos discípulos. Eles convocaram uma reunião e expuseram suas angústias, dizendo: Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus para administrar (Servir as mesas), pois muitos dos discípulos gregos queixavam-se que suas viúvas estavam sendo esquecidas  e negligenciadas pelos hebreus.
Foram escolhidos entre os irmãos, homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para administrar o cuidado com os pobres, órfãos e viúvas, ou seja, o tesouro precioso do Senhor. Estes homens foram chamados de Diáconos. São Lourenço era um deles.
Martírio: Testemunho de fé.
Em 257, os cristãos começaram a ser perseguidos e mortos por ordem do imperador Valeriano I. Em 258, o Papa Sisto II foi decapitado. Conta a história que, ao caminhar para o lugar da execução, São Lourenço caminhava junto ao papa e dizia: Aonde vai sem seu diácono, meu pai? Jamais oferecestes o sacrifício da Missa, sem que eu vos acolitasse (ajudasse)! O papa, comovido com essas palavras de dedicação filial, respondeu: Não estou te abandonando, meu filho! Deus reservou-te provação maior e vitória mais brilhante, pois és jovem e forte. Velhice e fraqueza faz com que tenham pena de mim. Em três dias você me seguirá.
Morte de São Lourenço.
Depois da morte do Papa, o imperador exigiu que a Igreja lhe entregasse todos os seus bens, dentro de 3 dias. Vencido o prazo, São Lourenço apresentou os pobres que eram acudidos pela Igreja e disse ao imperador: Estes são os bens da Igreja. Valeriano, então, com muita raiva, ordenou que Lourenço fosse queimado vivo. O santo manteve a alegria no momento da execução, mostrando sua profunda fé na vida eterna, no encontro com Jesus Cristo. Por isso, no momento mais angustiante de sua vida – aos olhos do mundo – Lourenço, feliz, dizia aos soldados: agora podem me virar, este lado já está assado. Uma multidão acompanhava o martírio de São Lourenço. E, no meio do povo, grande foi o número dos que se converteram a Jesus Cristo ao verem o testemunho do jovem São Lourenço.
São Prudentius, contemporâneo de Lourenço, confirmou este fato quando escreveu que o exemplo de São Lourenço levou vários romanos à conversão. Ele foi sepultado no cemitério de Siriaca, em Agro Verão, na Via Tiburtina, em Roma, onde mais tarde foi erigida uma basílica em sua honra. A basílica, por graça de Deus, que honra seus santos, foi construída por um outro imperador romano: Constantino.
Devoção a São Lourenço
Por causa de seu martírio e maravilhoso testemunho de fé, São Lourenço é mencionado na Oração Eucarística número um e na ladainha de todos os santos. São Lourenço é o padroeiro da cidade de Huesca, na Espanha. Ele é também o padroeiro dos diáconos.
Representação de São Lourenço
Na arte litúrgica da Igreja São Lourenço é representado como um diácono em uma grelha, com a Bíblia na mão. Sua paixão foi escrita um século após sua morte, mas desde o início a história de seu testemunho foi sendo passada oralmente nas igrejas e nas famílias cristãs. A igreja que o imperador Constantino construiu em sua homenagem, fica onde está hoje a igreja de São Lourenço Extramuros. É a quinta Basílica Patriarcal romana. A festa de São Lourenço é celebrada em 10 de agosto.
SÍMBOLOS
A estola vermelha de São Lourenço
A casula vermelha de São Lourenço ou, em outra representação, a estola vermelha, representa seu martírio. Este aconteceu de maneira bela e trágica. No ano 257 o Imperador Valeriano l decretou a perseguição e morte de todos os cristãos. Neste ano, o primeiro martirizado foi o Papa Sisto II, do qual São Lourenço era diácono e secretário. Em seguida o Imperador ordenou que São Lourenço entregasse toda a riqueza da Igreja ao Império romano. Ao invés disso, Lourenço distribuiu os bens da Igreja entre todos os pobres e necessitadas que encontrou. Três dias depois São Lourenço chegou diante do Imperador e disse que ele e todos os cristãos eram a riqueza da Igreja e de Jesus Cristo. O Imperador, então, mandou queimá-lo vivo. Enquanto estava sendo queimado, permaneceu em oração e brincou com seus algozes dizendo: 'Este lado já esta queimado, pode virar para o outro lado'. São Prudente, contemporâneo de São Lourenço, disse que neste momento vários romanos se converteram ao cristianismo.
A túnica branca de São Lourenço
A túnica branca de São Lourenço, que ele veste debaixo da estola vermelha representa a pureza de coração do Diácono, que dedicou sua vida inteiramente à Igreja e a Jesus Cristo. O martírio também é um sinal de purificação, pois todo cristão que dá sua vida por causa da fé em Jesus Cristo é considerado Santo.
A palma na mão de São Lourenço
A palma na mão de São Lourenço, como na mão de todos os mártires, representa a vitória da vida sobre a morte. Todos os mártires são vitoriosos sobre a morte porque preferiram morrer a renegarem sua fé em Jesus Cristo. Assim aconteceu com São Lourenço. Por isso ele tem a palma da vitória em sua mão.
O livro na mão de São Lourenço
O livro na mão de São Lourenço tem dois significados. Primeiro, representa o serviço de diácono. Mostra o cuidado que ele tinha com os bens da Igreja, anotando todas as doações recebidas, as dívidas que deveriam ser pagas e as doações que que Igreja fazia aos pobres e viúvas. Em segundo lugar, representa o Evangelho, o Ministério da Palavra, da pregação e de formação dos cristãos que também, a essa época, já era exercido pelos diáconos.
A fogueira de São Lourenço
A fogueira de São Lourenço, que aparece em algumas de suas representações, representa o instrumento de seu martírio. Como vimos, ele foi queimado vivo por causa de sua fé em Jesus Cristo.

Oração a são Lourenço
Ó Deus, todo poderoso, 
Que concedestes a São Lourenço 
A graça de vencer os tormentos da perseguição
E do fogo abrasador, 
Apagai em nossos corações as chamas dos nossos vícios. 
Por Jesus Cristo, nosso Senhor. 
Amém!
São Lourenço, rogai por nós.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SANTA EDITH / SANTA TEREZA BENEDITA DA CRUZ/ - 09 De Agosto -

SANTA EDITH / SANTA  TEREZA BENEDITA DA CRUZ - 09/08 -


Santa Teresa Benedita da Cruz, nasceu na Alemanha no dia 12 de outubro de 1891 com o nome de Edith Stein, em uma família de Judeus.Santa Edith Stein era conhecida por sua inteligência, uma das alunas mais brilhantes de sua turma. Porém durante sua adolescência viveu uma crise que a forçou abandonar a escola, consequentemente as práticas religiosas e a crença em Deus. Porém após isso conseguiu concluir seus estudos e receber o título de doutora.
HISTÓRIA
Origem
Santa Edith tinha com nome de batismo Edith Theresa Hedwing Stein, por isso também é conhecida como Santa Edith Stein. Ela era judia de nascimento e de tradição familiar. Nasceu em Breslau, Alemanha, em 12 de Outubro de 1891 e faleceu no campo de concentração de Auschwitz, no dia 9 de Agosto de 1942. Edith Stein é reconhecida mundialmente como uma importante filósofa e teóloga cristã católica alemã. Formada em psicologia, ela foi também a primeira mulher que ousou defender uma tese de Filosofia na Alemanha! Foi discípula de  Edmund Husserl, o fundador de uma importante corrente da psicologia chamada fenomenologia. Depois, ela se tornou assistente de seu mestre.
Edith foi a caçula de onze irmãos. Seus pais, Siegfried e Augusta Courant Stein, eram judeus. Estes insistiam com Edith para que ela assumisse a fé hebraica. Santa Edith, porém, dizia-se ateia até a adolescência. Ainda assim, ela acompanhava sua mãe nas celebrações da sinagoga. Mas fazia isso mais por não querer desagradar sua mãe do que por convicção própria. Por isso, na sinagoga, ela passava a maior parte do tempo se distraindo e observando o movimento das pessoas que entravam e saiam.
O encontro de Santa Edith com a fé católica.
Por volta de seus 30 anos, Santa Edith Stein foi passar férias na casa de uns amigos na região da Baviera. Era o outono do ano 1921. Nessa ocasião, um livro caiu em suas mãos: a autobiografia de Santa Teresa de Ávila, cujo título era “Livro da Vida”. Santa Edith começou a ler por curiosidade, gostando da redação de Santa Tereza. Logo, porém, ficou tão fascinada pelo conteúdo que passou toda a noite lendo até terminá-lo ao amanhecer. Depois dessa experiência, Edith afirmou: “Aqui está a verdade!”.
Busca de conhecimento.
Convicta de que tinha encontrado a verdade que tanto procurava, Edith comprou um Catecismo da Igreja Católica, um Missal e estudou esses dois livros. Depois, pela primeira vez, ela entrou numa Igreja Católica e participou de uma Missa. Como já tinha estudado, compreendeu perfeitamente os ritos, as orações e sentiu que realmente, encontrara a verdade de Jesus Cristo.
Batismo de Santa Edith
Então, resolveu se preparar para receber o Batismo. Edith passou pela preparação para o Batismo e depois foi batizada. Ela tinha, então, 31 anos e foi batizada no dia 1 de Janeiro de 1922.
Dificuldades com a família e descoberta da vocação.
A família de Edith, como era natural, ficou profundamente desgostosa com a decisão da filha e cortou relações com ela durante um bom tempo. Santa Edith, porém, permaneceu firme em sua fé. Nesse tempo, dedicando-se à leitura, à oração e ao discernimento, foi amadurecendo em seu espírito a vocação para vida religiosa. Assim, em setembro de 1933, quando tinha 42 anos, Edith comunicou à mãe sua decisão de entrar para a vida religiosa na Ordem das Carmelitas Descalças.
Santa Edith Carmelita
Em 15 de Outubro de 1933, Santa Edith Stein entrou para o Carmelo da cidade de Colônia, na Alemanha. Nessa ocasião, assumiu o nome de Teresa Benedita da Cruz. Suas superioras lhe deram uma licença especial para que ela pudesse escrever toda semana para sua mãe. Ela escreveu durante muito tempo, sem obter nenhuma resposta da mãe. Somente depois de muito tempo, ela recebeu um bilhete de sua mãe.
Prisioneira número 44070
Por causa da perseguição nazista contra os judeus, Santa Edith foi com sua irmã Rose para um convento carmelita na Holanda. Mais tarde, porém, a Holanda foi invadida pelos nazistas e, Edith acabou sendo descoberta e presa com sua irmã. Ela saiu do convento usando o hábito das carmelitas e continuou a usá-lo no campo de concentração de Auschwitz. Lá, Santa Edith ofereceu sua vida, como ela disse várias vezes, pela conversão do seu povo, os hebreus, ao Catolicismo . O número de prisioneira de Santa Edith Stein era 44070.
Morte
Santa Edith foi morta na câmara de gás de Auschwitz em 1942, quando tinha 52 anos.
Beatificação / canonização.
Por causa de seu heroísmo cristão, ela foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 1 de Maio de 1987, na cidade de Colônia. No dia 11 de Outubro de 1998, ela foi canonizada também por João Paulo II passando a ser chamada pelo nome que ela escolheu para sua vida religiosa: Santa Teresa Benedita da Cruz, ou somente Santa Teresa da Cruz.
Em 1 de Outubro de 1999, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa Benedita da Cruz, ao lado de Santa Brígida da Suécia e de Santa Catarina de Sena, como “co-padroeira” da Europa. Isso aconteceu pela particular e importante contribuição cristã que ela deixou não só para a Igreja, mas também e especialmente à sociedade europeia, por meio de seu pensamento filosófico. A festa litúrgica de Santa Edith ou Santa Tereza da Cruz, acontece no dia 9 de Agosto.

SÍMBOLOS
O hábito de Santa Edith
O hábito de Santa Edith é o hábito de carmelita, simbolizando a vocação para vida religiosa que ela abraçou depois de seu encontro pessoal com Jesus Cristo através da leitura do livro de Santa Tereza de Ávila. Ao entrar para o Carmelo, como vimos, ela assumiu o nome de Irmã Tereza Benedita da cruz. 'Tereza' em homenagem a Santa Tereza de Ávila, cujo livro mudou sua vida. Benedita da Cruz por causa de sua devoção pela Cruz. No Carmelo ela escreveu seus livros sobre a vida espiritual, tendo especial predileção pela teologia da Cruz, iluminando os sofrimentos desta vida sob a luz da Cruz de Nosso Senhor.
A cruz na mão direita de Santa Edith
A cruz na mão direita de Santa Edith simboliza toda a sua devoção pela Cruz de Cristo. Santa Edith teve uma compreensão toda especial, iluminada por Deus, sobre o mistério da Cruz. Sua devoção pela cruz vinha dessa compreensão. Ela via a extensão da miséria humana e a infinitude da misericórdia de Deus manifestada na Cruz. Foi por isso que ela escolheu o nome religioso de Benedita da Cruz. Estando a Cruz em sua mão direita significa que ela assumiu o mistério da Cruz em sua vida.
O livro na mão esquerda de santa Edith
O livro na mão esquerda de Santa Edith simboliza todos os seus escritos, que até hoje norteiam a vida de milhões de cristãos em todo o mundo. Há uma inscrição em Latim no livro: 'Ave crux spes unica', que significa: 'Salve, ó Cruz, única esperança'. Esta frase resume quase toda a teologia de santa Edith: a cruz de Cristo é a única esperança de salvação e vida para a humanidade. Mas é preciso conhecer a Cruz e a misericórdia de Cristo derramada no mundo por meio dela (a Cruz).
A estrela de Davi no hábito de Santa Edith
A estrela de Davi no hábito de Santa Edith é um símbolo que lhe foi imposto pelos nazistas no campo de concentração. Nessa estrela estava escrito: 'Jude', que significa 'judeu'. Santa Edith foi obrigada a usa-la para que todos soubessem a razão de ela estar presa ali. Mas a estrela simboliza também toda a nação judaica, pela qual Santa Edith tinha muito amor. Um de seus maiores sonhos era que os judeus se encontrassem com a verdade de Jesus Cristo, como aconteceu com ela. E ela rezava muito para isso.
O arame farpado que se transforma numa roseira
O arame farpado que se transforma numa roseira, nas bordas do quadro de Santa Edith, simboliza os sofrimentos pelos quais ela passou por causa da perseguição nazista, e a força de Deus que ela teve para transformar este sofrimento em gestos de amor para com seus irmãos prisioneiros. Pois, mesmo passando pelos mesmos sofrimentos, ela encontrava forças para consolar e amparar seus irmãos judeus.

Oração a Santa Edith
Amada Santa Edith Stein, 
Também chamada Santa Teresa Benedita da Cruz,
Filha do Dia do Perdão Mártir de Auschiwitz
Mestra da Igreja.Abraçadora da Cruz com um amor como o de Cristo,
Descendente de Abraão,Filha de Nossa Senhora do Monte Carmelo,
Tu que profundamente goza nos corações do Messias e de sua Mãe,
Por favor intercede por mim. (pedir a graça)
Santa Edith Stein, rogai por nós. 
Amém.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

SÃO CAETANODE THIENE - 07 De Agosto -

 SÃO CAETANO DE THIENE - 07/08 -


São Caetano de Thiene, nasceu na Itália em outubro de 1480 em uma família cristã, demonstrando desde cedo um grande zelo e preocupação pelos mais pobres e necessitados.
São Caetano ficou conhecido por abrir asilos para os idosos, e hospitais para os enfermos, principalmente os que não tinham mais cura ou se encontravam desenganados.
São Caetano teve sua formação em direito na cidade de Pádua onde se formou com 24 anos de idade,  porém sua vida mudaria bastante ao trabalhar como secretário particular do Papa Júlio II.
Durante seu período com o Papa Júlio II, São Caetano de Thiene fez contato com inúmeros cardeais famosos, aprendendo muito sobre eles, devido a sua grande humildade preferia observar antes de reprovar o mal alheio.
São Caetano participou do movimento laical Oratório do Divino Amor, que buscava se manter sempre na prática das Sagradas Escrituras. Então aos trinta e seis anos de idade foi ordenado sacerdote, e celebrou sua primeira missa na Basílica de Santa maria de Maior.
Em 1523 fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, que tinha como objetivo a renovação do clero. A nova congregação começou somente com quatro pessoas, depois passou para doze e esse número aumentou em pouco tempo. São de vida ativa, vivendo em obediência, sob uma regra de vida comum.
Morreu aos sessenta e seis anos de idade em Nápoles, no ano de 1547.

CURIOSIDADES SOBRE SÃO CAETANO DE THIENE

1. Inspirou-se nos apóstolos para fundar sua ordem.
Em 1524, São Caetano fundou a Ordem dos Clérigos Regulares, ou Teatinos, junto com João Pedro Carafa (que depois seria o Papa Paulo IV), Bonifácio de Colle e Paulo Consiglieri. Propôs-se a renovar o clero em sua vida apostólica, espiritual e na pregação da doutrina, tomando como modelo a vida dos Apóstolos.
2. Preparou-se 3 meses para celebrar sua primeira Missa.
O amor e respeito que tinha pela Santa Missa foi tão grande que, para celebrá-la pela primeira vez, desde sua ordenação, passou três meses se preparando o melhor possível. Quando o dia chegou, ficou impressionado pelo dom tão maravilhoso do qual não se considerava digno.
3. Promoveu a comunhão frequente.
Seu amor por Cristo na Eucaristia era muito profundo, estabeleceu a bênção com o Santíssimo Sacramento e promoveu a comunhão frequente. Em um de seus escritos assinalou: “Não estarei satisfeito até que veja os cristãos se aproximarem do banquete celestial com simplicidade de crianças famintas e alegres, e não cheios de medo e falsa vergonha”.
4. Impulsionou uma reforma na Igreja começando pelos próprios católicos.
A crise na Igreja vivida na época de Lutero motivou São Caetano a impulsionar uma verdadeira reforma de vida e costumes dentro da Igreja, mas sem dividi-la. Quando muito queriam atacar e criticar a Igreja Católica, São Caetano lhes dizia: “A primeira coisa que deve fazer para reformar a Igreja é reformar-se a si mesmo”.
5. Teve uma grande confiança na providência divina.
Os membros de sua ordem costumavam repartir todos os seus bens entre os mais pobres, a ponto de muitas vezes ficar sem ter o que comer. Um dia, São Caetano se aproximou do altar e bateu na porta do sacrário, onde estavam as hóstias consagradas e, com muita confiança, disse ao Senhor: “Jesus amado, lembro-te que hoje não temos nada para comer”. Após um momento, algumas mulas chegaram com comida e os homens que levaram os alimentos não queriam dizer de onde os tinham enviado.
6. Escolheu morrer em um madeiro como Cristo.
Muito doente e desgastado de tanto dedicar sua vida ao trabalho pela santificação das almas, os médicos aconselharam que na cama de tábuas onde São Caetano dormia fossem colocado um colchão, mas o santo recusou, dizendo: “Meu salvador morreu na cruz; deixe-me pois morrer também sobre um madeiro”.Assim, sendo superior de sua ordem, em 7 de agosto de 1547, São Caetano foi chamado à Casa do Pai. Suas relíquias estão na Igreja de San Paolo, em Nápoles.
7. Foi canonizado com Santa Rosa de Lima, São Luís Beltrão e São Francisco de Borja.
Em 12 de abril de 1671, São Caetano foi canonizado junto com Santa Rosa de Lima, primeira santa da América Latina; São Luís Beltrão, evangelizador da Colômbia; e São Francisco de Borja. Foi assim que São Caetano começou a se tornar muito popular na América Latina.
8.Sua festa é celebrada com solidariedade.
São Caetano é muito querido na Argentina e, desde 1970, milhares de devotos vão desde a noite anterior à sua festa ao Santuário de Liniers, em Buenos Aires, onde muitos trocam as tradicionais velas e flores por alimentos e roupa que são levados às regiões mais necessitadas do país.
O Papa Francisco tem um carinho especial pelo santo e, como Arcebispo de Buenos Aires, presidiu durante vários anos a Missa central de sua festa em Liniers.

Oração a São Caetano para conseguir trabalho urgente
Você está numa situação desesperada? Repita esta oração ao santo do trabalho, todas as noites, durante 9 dias seguidos:
ORAÇÃO Á SÃO CAETANO DE THIENE
Glorioso São Caetano,
Aclamado por todos os povos
Pai de providência porque socorre 
Com grandes milagres aqueles que 
Te invocam nas suas necessidades: 
Venho ao seu altar, suplicando que 
Apresente ao Senhor os desejos 
Que confiadamente deposito em suas mãos.
Faça que estas graças, que agora te peço, 
Me ajudem a buscar sempre o Reino de Deus e sua Justiça,
Sabendo que Deus que veste de formosura as flores do campo
E alimenta com generosidade as aves do céu 
E dará as outras coisas por acréscimo.
Amém.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR JESUS - 06 De Agosto -

 TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR JESUS - 06/08 -


Os apóstolos Pedro, Tiago e João, viram a transfiguração de Jesus no alto do monte Tabor. O seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro ainda estava falando quando uma nuvem luminosa os envolveu e da nuvem saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem pus toda a minha afeição. Ouvi-o!” Quando ouviram isso os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: levantem-se, e não tenham medo. Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus.
A Igreja celebra e comemora hoje a Festa da Transfiguração do Senhor. Momento em que Jesus se revela diante dos Apóstolos Pedro, Tiago e João, mostrando-lhes nesta revelação a Face de Deus e que Ele é realmente o seu Filho Predileto. Todos nós cristãos somos também chamados a contemplar a Face de Deus nos pobres, nos doentes, nos marginalizados, naqueles que sofrem todo tipo de perseguição e de morte.Deus se revela a nós em Jesus Cristo e precisamos de uma profunda intimidade com Ele para contemplarmos este Rosto maravilhoso de Deus, que é Amor e Misericórdia.
Anastácio Sinaíta, Bispo, nos fala em um de seus Sermões: ‘ Jesus manisfestou a seus discípulos este mistério no monte Tabor. Havia andado com eles, falando-lhes a respeito de seu Reino e da segunda vinda na glória. Mas talvez não estivessem muito seguros daquilo que lhes anunciara sobre o Reino.
Para que tivessem firme convicção no íntimo do coração e, mediante as realidades presentes, cressem nas futuras, deu-lhes ver maravilhosamente a divina manifestação do monte Tabor, imagem prefigurada do Reino dos Céus. (…) São estas as maravilhas da presente solenidade, é este o mistério de salvação para nós que agora se cumpriu no monte: ao mesmo tempo, congregam-nos agora a morte e a festa de Cristo.
Para penetrarmos junto àqueles escolhidos dentre os discípulos, inspirados por Deus, na profundeza destes inefáveis e sagrados mistérios, escutemos a voz divina que do alto, do cume da montanha, nos chama instantemente. (…)Para lá corramos cheios de ardor e de alegria; entremos na nuvem misteriosa, semelhantes a Moisés e Elias ou Tiago e João. Sê tu também como Pedro, arrebatado pela divina visão e aparição, transfigurado por esta linda Transfiguração, erguido do mundo, separado da terra, deixa a carne, abandona a criatura e converte-te para o Criador .

ORAÇÃO DA TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR
Ó Deus, que na gloriosa Transfiguração de vosso Filho 
Confirmastes os mistérios da fé pelo testemunho de Moisés e Elias, 
E manifestastes de modo admirável a nossa glória de filhos adotivos, 
Concedei aos vossos servos e servas ouvir a voz do vosso Filho amado, 
E compartilhar da sua herança. Por nosso Senhor Jesus Cristo, 
Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém!

domingo, 4 de agosto de 2019

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY - 04 De Agosto -

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY - 04/08 -


Padroeiro dos Sacerdotes e patrono dos vigários, São João Maria Vianney, conhecido também por: Cura D'Ars.
HISTÓRIA
Origens
João Maria Batista Vianney nasceu no dia 8 de maio de 1786, no vilarejo de Dardilly, ao norte da cidade de Lyon, na França. Filho de Mateus e Maria, foi o quarto de sete irmãos. Desde a infância manifestou seu espírito de piedade. Gostava da oração e de ir à igreja. Vivia dizendo que queria ser padre. Teve que trabalhar duro no campo até a juventude, para ajudar a sustentar a família. Somente quando ele estava na adolescência é que foi aberta uma escola em sua aldeia e ele pôde, então, ser alfabetizado e aprender a língua francesa, pois falava apenas o dialeto local. Mesmo assim, estudou apenas dois anos.
Dificuldades
 Quando o jovem João Maria Vianney manifestou seu desejo de se tornar padre, encontrou grande oposição por parte de seu pai. Somente com a ajuda do pároco que atendia sua aldeia é que ele conseguiu. Já tinha vinte anos quando ingressou no seminário de Écully. No seminário, o jovem João Maria Vianney encontrou mais dificuldades ainda por causa de sua pouquíssima instrução. Os superiores e professores do seminário consideravam-no um camponês xucro e sem inteligência suficiente para conseguir completar os estudos. Por outro lado, Vianney era um belo exemplo de caridade, obediência, vida de oração e fé.
Ordenação
 João Maria Vianney só chegou até o fim de seus estudos por causa de seu exemplo de caridade e santidade dentro do seminário, pois, faltava-lhe os dotes da inteligência e do raciocínio lógico para a filosofia e teologia. Não lhe faltava, porém, a sabedoria que vem do céu. Por isso, a despeito de sua deficiência, ele foi ordenado padre em 1815. Recebeu, porém, um impedimento grave: não poderia exercer o sacramento da confissão. Seus superiores julgavam que ele não teria capacidade de orientar e dirigir a vida espiritual dos fiéis. Mal sabiam eles que estavam diante de um dos maiores confessores de toda a história da Igreja.
Recolhimento
Pe. João Maria Vianney permaneceu ainda três anos no seminário de Écully. Agora, porém, estava sob a direção de um abade chamado Malley. Este, percebeu que Pe. Vianney era um homem de oração profunda, especial, portador de carismas e de santidade. Por isso, depois de três anos convivendo com o abade Malley, este conseguiu e liberação necessária para que Pe. João Maria Vianney pudesse exercer seu ministério sacerdotal plenamente, inclusive como confessor.
Cura D’Ars
Tão logo conseguiu sua liberação, Pe. João Maria Vianney foi designado vigário do vilarejo chamado Ars-sur-Formans, mais conhecido como “Ars”. Todos os padres se esquivavam desta paróquia por vários motivos. Primeiro, porque ela possuía apenas duzentos e trinta habitantes.Segundo porque todos ali eram assumidamente “não praticantes” e famosos por sua violência. Ars era um vilarejo onde as tabernas viviam abarrotadas e a igreja estava sempre vazia. Brigas, roubos, rixas antigas e até assassinatos eram comuns por ali. Pe. João Maria Vianney, porém, aceitou a missão na obediência e foi para lá. Por isso, passou a ser chamado de o Cura D’Ars, expressão que significa “Cura de Ars”. A palavra cura, no português arcaico, significa padre ou vigário. Portanto, Cura D’Ars significa Vigário de Ars.
Chegada profética
Pe. João Maria Vianney chegou em Ars em 1818. Estava só, numa pequena carroça que levava apenas alguns pertences e livros. Sem saber o caminho exato, viu um menino pastor e pediu ajuda. O menino levou-o até a entrada de Ars. Então, Pe. João lhe agradeceu dizendo: "Tu me mostraste o caminho de Ars, eu te mostrarei o caminho do céu". Hoje, na entrada da cidade, foi construído um monumento que lembra este belo encontro.
Situação invertida
Treze anos após a chegada do Pe. João Maria Vianney, a situação em Ars era completamente outra. A igreja estava sempre cheia e as tabernas vazias. A violência cessara, as rixas acabaram, a bebedeira e a consequente violência se tornaram coisa do passado. A postura de homem de oração, caridoso, profeta e também severo quando era preciso, transformaram a triste realidade de Ars. O vilarejo, então, começou a ficar famoso por causa do padre santo que vivia ali.
O maior confessor da história
O povo começou a perceber que confessar-se com o Cura D’Ars, além do sacramento da confissão que, por si só, é uma graça infinita, era também um momento de discernimento de vida, de orientação, de verdadeira transformação. As orientações dadas pelo Pe. João nas confissões eram verdadeiras dádivas vindas do céu para curar os corações feridos, restabelecer a esperança, o amor e a confiança em Deus. Aquele tinha sido impedido de administrar o sacramento da confissão, tornara-se o maior confessor da história. Diariamente, filas enormes se formavam diante do confessionário da igreja e o Pe. João passava horas a fio atendendo a todos, muitas vezes, sem comer. Por muitas e muitas vezes, passou dias inteiros sentado no confessionário atendendo os corações aflitos em busca de orientação e libertação. E todos saiam transformados daquele confessionário.
A Europa em Ars
 A fama dos dons e da santidade do Cura D’Ars se espalhou pela Europa. Por isso, muitos viajavam de longe para Ars a fim de ver o cura e confessarem-se com ele. Para isso, estavam dispostos a esperarem horas ou dias inteiros. Assim, o pequeno vilarejo de Ars tornou-se um grande centro de peregrinações. Com isso, o vilarejo, que não tinha possibilidades de atender tanta gente, teve que ir se transformando para atender a demanda da nova realidade. Os antigos donos de taberna passaram a ganhar a vida transformando suas tabernas em hospedarias e, depois, em hotéis. E Ars se tornou numa cidade por causa do Pe. João Maria Vianney.
Exemplo de vida e de doação
 Padre João Maria Vianney fazia suas próprias refeições e os serviços domésticos. Vivia em oração. Alimentava-se pouco, dormia apenas três horas por dia para dar conta de toda atividade que tinha como vigário. Dedicava tempo para socorrer os pobres em suas necessidades, fazendo todo o possível por eles. Quando recebeu herança por parte de seu pai, gastou tudo com os pobres. As almas aflitas encontravam em suas orientações o norte, a esperança e o consolo.
Morte – Corpo incorrupto
 Sem descansar um dia sequer, Santo Cura D’Ars faleceu serenamente, consumido pelo cansaço. Era o dia 4 de agosto de 1859 e ele tinha setenta e três anos. Mesmo em vida, era tido como santo por todos. Após sua morte, passou a ser venerado por todos e seu túmulo virou centro de peregrinação. Por causa dos trâmites relativos à sua beatificação seu corpo teve que ser exumado. Para surpresa geral, foi encontrado incorrupto e hoje pode ser visto na igreja de Ars, que hoje é um famoso centro de peregrinação na Europa. Sào joão Maria Vianney foi canonizado pelo papa Pio XI, no ano 1925. Foi proclamado padroeiro dos sacerdotes e no dia de sua festa passou a ser celebrado o Dia do Padre.

Oração a São João Maria Vianney (retirada da Novena dedica a ele)
Ó São João Maria Vianney, 
Que confiança tinham as multidões em vossas orações!
Vós não podíeis sair de vossa casa paroquial 
Ou de vossa pobre igreja sem estardes cercado de almas suplicantes que se dirigiam a vós, 
Do mesmo modo como se dirigiriam ao próprio Jesus em Sua vida mortal. 
E vós, bom Santo, por vossas palavras cheias de eternidade, as excitáveis à esperança. 
Vós que sempre confiastes inteiramente no Coração de Deus, 
Obtende-me uma confiança profunda e filial em Sua adorável Providência.
Que a esperança nos bens celestes encha meu coração de coragem
E me ajude a praticar sempre os divinos mandamentos.
Amém!

sábado, 3 de agosto de 2019

SANTA LÍDIA - 03 De Agosto -

 SANTA LÍDIA- 03/08-


Padroeira dos tintureiros e comerciantes. Primeira mulher a se fazer cristã na Europa e uma das primeiras aclamadas santas e veneradas desde o início do cristianismo. Filha espiritual de São Paulo e seus companheiros Lucas, Timóteo e Silas.
HISTÓRIA
Origens
O que se sabe sobre Santa Lídia está escrito no livro dos Atos dos Apóstolos 16, 14-40. Pela descrição de São Lucas, que a conheceu pessoalmente, Lídia era uma mulher rica, influente, líder e empreendedora. Ela era comerciante de púrpura nascida em Tiatira, Grécia, e estabelecida em Filipos, colônia romana, também na Grécia. O comércio de púrpura era dos mais caros e promissores da época. As roupas na cor púrpura eram usadas somente por reis, rainhas e pessoas da nobreza. A cor púrpura era tirada de um molusco nativo do Mar Mediterrâneo, abundante na região da Fenícia, chamado Murici.
Conversão e liderança de uma mulher
Santa Lídia tinha algumas características incomuns para a época: Era empresária, dona do próprio comércio e chefe de família. É o que lemos em At 16, 14 e 15. O versículo 15 diz que depois de ouvir São Paulo falar sobre Jesus Cristo. ela quis ser batizada juntamente e levou junto toda a sua família. Este fato mostra a liderança que ela tinha sobre os seus, fato notável numa sociedade tão machista quanto a que ela vivia. E, pelo que lemos nos Atos dos Apóstolos, a influência e a posição social de Santa Lídia ajudaram decisivamente a São Paulo e seus companheiros na missão em Filipos.
Busca da verdade
O texto de São Lucas diz que Santa Lídia era prosélita, isto é, ela era de origem pagã (não judaica) e que tinha se convertido ao judaísmo. O fato mostra que Santa Lídia já vinha de uma caminhada de busca da verdade. Abandonou as crenças politeístas gregas e abraçou o monoteísmo pregado pelo judaísmo. Porém, ao ouvir São Paulo, reconheceu prontamente a verdade e abraçou-a. Em seguida, tornou-se evangelizadora, anunciando a Boa Nova para a sua família e ajudando na missão de São Paulo e seus companheiros.
Primeira igreja da Europa
São Paulo e seus companheiros pensavam em ficar em Filipos apenas alguns dias e partir em missão. Porém, Santa Lídia insistiu: "Se vocês me consideram fiel ao Senhor, permaneçam em minha casa". E os forçou a aceitar. (At 16, 15) Então, os Apóstolos mudaram seus planos e ficaram. Em Filipos, São Paulo sofreu várias perseguições. Ele e seus amigos foram presos e soltos milagrosamente por um terremoto. Depois disso, voltaram para a casa de Santa Lídia onde confortaram os irmãos na fé – vários que tinham ouvido Paulo e se fizeram batizar, formando a a comunidade cristã de Filipos, para a qual, mais tarde, São Paulo escreveu sua “Carta aos Filipenses”. A casa de Santa Lídia transformou-se na primeira Igreja da Europa, como vemos em At 15, 14.
Missionária
Santa Lídia influenciou não apenas sua família como também outras mulheres e pessoas de todos os tipos com quem lidava em seu comércio de púrpura. Por isso, ela também foi missionária, mostrando através de seu testemunho, a verdade sobre Jesus Cristo. Ela é uma das grandes responsáveis pela sustentação da Comunidade Cristã de Filipos. Santa Lídia e São Paulo tiveram um profundo laço de amizade cristã, admirado por todos.
Culto
O culto a Santa Lídia faz parte da Tradição cristã desde os tempos mais antigos. Seu nome aparece nas inscrições nas catacumbas. No Livro dos Atos dos Apóstolos seu nome é mencionado duas vezes. Por causa de sua profissão Santa Lídia passou a ser invocada como Padroeira dos Tintureiros e dos comerciantes, sendo comemorada no dia 3 de agosto.

ORAÇÃO Á SANTA LÍDIA
Amada Santa Lídia, 
Vós que fostes convertida ao cristianismo por um dos apóstolos de Jesus, 
Abrigando-os em vossa casa e assim fizestes 
com que toda vossa família conhecesse a conversão, 
Olhai por todos aqueles que não sabem aproveitar seus talentos para o bem das pessoas
E dai-lhes a graça da conversão. 
Por Cristo nosso Senhor. 
Amém.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 1º De Agosto -

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 1º/08


 Santo Afonso Maria de Ligório ainda não tinha completa aceitação de sua família, mesmo após ser ordenado sacerdote. Porém ao ver a forma da qual Afonso colocava seus talentos a serviço de todo o povo e Deus em suas pregações,seu pai acabou aceitando de bom grado a decisão do filho.
A palavras de Santo Afonso Maria de Ligório  eram um bálsamo aos que procuravam a reconciliação e orientação, através do confessionário, ministério ao qual se dedicou durante todo o seu apostolado.
HISTÓRIA
Origens
Nascido em 27 de setembro de 1696, na vila de Marianela, na cidade de Nápoles, Itália, Afonso de Ligório era filho de família cristã, nobre e rica. Seus pais perceberam logo que Afonso tinha uma inteligência privilegiada. Por isso, fizeram questão de dar a ele as condições para ele estudar nas melhores escolas e universidades. Seu pai dedicava-se a prepara-lo nos estudos e sua mãe ocupava-se em formá-lo na fé cristã. E, de fato, sua mãe fez dele um cristão fervoroso. Além disso, Afonso destacou-se como escritor, poeta e músico. Com apenas dezesseis anos já era advogado, tendo conseguido o doutorado em direito civil e eclesiástico.
O exercício do direito em favor dos pobres.
O brilhante e jovem advogado Afonso de Ligório começou a exercer sua profissão no fórum de Nápoles. Ao mesmo tempo, cultivava uma intensa vida espiritual. Por enxergar a corrupção entre os detentores do poder, ele decidiu nunca advogar em favor da corte. Fora a corte, atendia a todos com a mesma atenção e empenho. Mas fazia questão de dar o primeiro lugar de seus atendimentos aos pobres, àqueles que não teriam como pagar os honorários de um advogado.
Uma decepção muda sua vida.
Após dez anos de trabalho intenso, Afonso de Ligório tornou-se um advogado de sucesso, famoso em toda a Itália. Porém, a política lhe reservava uma triste surpresa. Por casa da influência de alguns poderosos, ele perdeu uma causa importante, injustamente. A perda dessa causa teve uma enorme repercussão, prejudicando uma faixa social menos favorecida. Isso fez com ele tivesse uma grande desilusão. Ele já vinha refletindo e escrevendo sobre a corrupção moral de sua época. Assim, depois desse fato, ele abandonou tudo e decidiu entrar para a vida religiosa.
O advogado se torna padre
O pai de Santo Afonso, a princípio, não queria que ele seguisse a vida religiosa. Porém, quando percebeu a alegria do filho ao renunciar aos títulos de nobreza e à herança, aceitou e viu que esta era sua vocação. Afonso estudou teologia e foi ordenado padre aos trinta anos, no ano 1726. Na ocasião, acrescentou o nome de Maria ao seu sobrenome, como forma de prestar homenagem a Jesus Cristo, através de sua Mãe. A partir daí, todos os seus talentos e inteligência foram colocados a serviço do Evangelho. Logo destacou-se sua caridade e bondade para com os pobres. Tinha especial apreço em levar conforto espiritual a todos. Tornou-se um grande pregador, mesclando a ciência da oratória com o poder de Deus. Suas palavras reconciliavam inimigos, orientavam os desnorteados, consolavam os aflitos e curava corações.
Funda a Congregação dos Redentoristas
Santo Afonso tinha um poderoso lema de vida, tirado do Evangelho de São Lucas: "Deus me enviou para evangelizar os pobres." Para melhor viver e aplicar este lema, ele fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, que ficou conhecida em todo o mundo como a Congregação dos Padres Redentoristas. A missão dos Redentoristas é exclusivamente a da pregação aos pobres, procurando regiões de população menosprezada, levando missões e retiros espirituais. O próprio Santo Afonso foi missionário no sul da Itália, reunindo multidões, pregando a Palavra de Deus, ensinando tudo sobre a devoção a Maria. Além disso, ele mesclava sua atividade missionária com a de escritor. Escreveu livros importantes de conteúdo ascético e teológico. Por causa de sua obra falada e escrita, muitas conversões aconteceram.
Sagrado bispo
No ano de 1762, o Papa convidou Santo Afonso para ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos.  Ele aceitou e foi bispo dessa diocese durante treze anos. Ao final desse tempo, ele se retirou para um convento dos Redentoristas, impossibilitado de continuar à frente da diocese por causa de uma artrite degenerativa deformante. Mas, no convento, ele não ficou parado. Já quase cego, e paralítico, ele completou sua obra literária, extensa e importantíssima. Ele escreveu nada menos que cento e vinte livros e tratados. Entre os mais conhecidos, destacam-se: "Glórias de Maria", "Teologia moral"; "Visitas ao Santíssimo Sacramento" e o "Tratado sobre a oração".
Falecimento
Santo Afonso Maria de Ligório viveu ainda doze anos, passando por muito sofrimento físico e veio a falecer com noventa e um anos. Era o dia 1º de agosto de 1787, na cidade de Salerno, Itália. Foi Canonizado no ano 1839. Alguns anos mais tarde, em 1871, foi declarado doutor da Igreja. Em 1950, o papa Pio XII declarou-o Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral.

Oração a Santo Afonso
Senhor, concedei-me pelos méritos de Santo Afonso Maria de Ligório,
O dom do verdadeiro amor fraternal. 
Com Vossa Graça, ajudai-me, 
Pois não quero mais julgar, condenar, desprezar, excluir. 
Que eu tenha humildade para aceitar os meus defeitos
E procurar melhorá-los. 
Amém. 
"Maria, Espelho da Justiça, rogai por nós.”