Blog da Cidha Cunha

quarta-feira, 8 de março de 2017

São João de Deus - 08 de Março -

São João De Deus - 08/03 -



 

Origens

João Cidade Duarte era seu nome de batismo. Ele nasceu em 08 de março de 1495, em Montemor-o-novo, Portugal. Seu pai vivia de vender frutas na rua. Da sua infância sabe-se apenas que, aos oito anos fugiu ou foi levado por um viajante que tinha se hospedado na sua casa. Vinte dias após seu sumiço, sua mãe morreu de tristeza. Seu pai foi para um convento de franciscanos, que o receberam. Lá, ele encerrou seus dias. 

Um menino levado pelo vento

Sabe-se que João foi levado a pé para a cidade de Madrid, na Espanha. Caminhou ao lado de saltimbancos e mendigos. Perto da cidade de Toledo, o viajante o entregou a um bom homem, chamado Francisco Majoral. Este administrava os rebanhos do Conde de Oropesa, afamado por ser caridoso. Nessa época o menino recebeu o apelido de “João de Deus”, porque ninguém sabia ao certo quem ele era e, muito menos, de onde vinha. 

Uma nova família

Durante seis anos Francisco Majoral educou João como a um filho, juntamente com a pequenina filha que a família tinha. Depois, dos catorze aos vinte e oito anos, João trabalhou para Francisco como um pastor. A relação entre eles era quase como a de pai e filho. Porém, quando a filha de Francisco atingiu idade para casar-se, Francisco quis casá-la com João de Deus. João, sem querer o casamento e sem saber o que fazer, fugiu e começou uma vida errante.

Vida errante

João de Deus alistou-se soldado do rei Carlos V. Como soldado, lutou na batalha de Paiva, contra o rei Francisco I e seu exército. Vencedor, abandonou o exército e ganhou o mundo.

Peregrinou por toda a Europa. Depois, foi para a África. Lá, fez-se vendedor ambulante na cidade de Gibraltar. Então, como um filho pródigo, voltou à cidade onde nascera. Ninguém, porém, o reconheceu. Seus pais já tinham morrido. Então, ele voltou para a Espanha e abriu uma livraria na cidade de Granada.

Conversão

Em Granada, no ano 1538, João de Deus ouviu um sermão inflamado pregado pelo futuro São João D’Ávila. O sermão tocou-o de tal maneira que ele saiu da igreja aos gritos de "misericórdia, Senhor, misericórdia". O povo, sem compreender ou ria dele ou estranhava. Mas ele não deu importância a isso. Distribuiu os bens que tinha acumulado aos pobres e iniciou uma vida de penitências rigorosas.

Internado como louco

Tido como louco por muitos, João de Deus foi internado num hospício. Lá, recebeu tratamento desumano, conforme a ignorância da época quanto às doenças mentais. Depois de ter sofrido cruelmente, ele foi acolhido e orientado por São João d'Ávila. Então, ele decidiu fundar o que chamou de “casa-hospitalar”, cujo objetivo era dar tratamento mais adequado aos tidos como “loucos”.

Uma Ordem religiosa para cuidar dos doentes mentais

A Casa Hospitalar de João de Deus começou a dar frutos, curando a muitos doentes mentais para espanto da sociedade de então. Com isso, nascia uma Ordem religiosa, que ele chamou de Ordem dos Irmãos Hospitaleiros. Apesar de nunca ter estudado medicina, João de Deus conseguia a cura de vários doentes mentais utilizando sua própria experiência aliada à fé cristã. Tinha como princípio o fato de que, se a alma for curada, meio caminho estava feito para a cura do corpo.

Loucura? 

Por ter sido tratado como louco, João de Deus conhecia em profundidade a difícil situação dos doentes mentais. Ele dizia que pertencia ao mundo dos loucos. Dizia também que pertencia e ao mundo dos pecadores, dos indignos. Mas isso era o que o entusiasmava a trabalhar pela reabilitação, dignificação e inserção tanto dos doentes mentais quanto dos pecadores. Num mundo onde qualquer distúrbio mental era sumariamente classificado como “loucura”, João de Deus criou um modelo de empatia, de tratamento, de contato e de convicções profundas, que ajudaram a milhares de sofredores e inspirou várias outras instituições. Estas, seguiram suas inspirações e orientações. Muitas ainda seguem nos tempos de hoje. 

São João de Deus, o precursor da psicanálise

Para cuidar dos doentes mentais, São João de Deus usava um processo próprio, que unia a conversa, o acolhimento, a oração, a cura interior. Por tudo isso, ele é considerado o precursor do método de tratamento psicanalítico e da compreensão de que as doenças têm origens psicossomáticas, ou seja, uma alma ou mente perturbada gera doenças físicas. Os traumas, os rancores, as mágoas causam doenças físicas. Freud e seus discípulos chegaram a isso quatro séculos depois.

A obra se espalha

O sucesso, da obra de São João de Deus foi tão grande que, acima de oitenta casas-hospitalares foram fundadas pela Europa. A princípio, elas abrigavam os doentes mentais e os doentes terminais. Depois, São João de Deus e seus seguidores começaram a atender a todos os tipos de doentes. Seu lema resumia uma verdade para toda a vida: "fazei o bem, irmãos, para o bem de vós mesmos".

Morte

São João de Deus faleceu no mesmo dia de seu nascimento, em 8 de março. Era o ano 1550. Ele tinha apenas cinquenta e cinco anos de idade. Sua canonização foi celebrada pelo Papa Leão XIII. Na ocasião, Leão XIII proclamou-o padroeiro dos hospitais, padroeiro dos doentes e padroeiro de todos os que trabalham para a obtenção da cura dos doentes.

Legado

Nos dias de hoje a Ordem Hospitaleira de São João de Deus tem as dimensões de um instituto religioso internacional. Sua sede fica em Roma. O instituo é formado por homens que se consagram à misericordiosa hospitalidade cristã, que visa acolher os doentes e os mais necessitados. A obra está presente em quarenta e cinco países.

Oração a São João de Deus

“Senhor, que inflamastes São João de Deus no fogo da caridade para que fosse na terra o Apóstolo dos pecadores, Socorro dos pobres e Saúde dos doentes; no céu o constituístes Alívio dos que sofrem, Padroeiro e Modelo dos profissionais de saúde. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que neste momento vos pedimos, prometendo imitá-lo nas suas virtudes, na construção do Vosso Reino de Paz, Justiça, Amor e Misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém.”

terça-feira, 7 de março de 2017

Santa Perpétua e Santa Felicidade - 07 de março -

Santa Perpétua e Santa Felicidade - 07/03 -



Além de Santas, um exemplo de sacrifício e martírio por Jesus Cristo.
Perpétua era de família nobre, muito querida pela sociedade romana da época, tinha 22 anos, era mãe de de uma criança de poucos meses de vida, já Felicidade era sua escrava.
Perseguição e Martírio
Ambas foram presas no ano de 202, pois neste período o imperador Severo instituiu a obrigatoriedade de idolatrar os falsos deuses que ele cultuava, dando assim início a uma perseguição à quem praticasse o cristianismo.
Por serem muito devotas a Jesus Cristo, Santa Perpétua e Santa Felicidade não negaram sua crença e foram mandadas juntas de outros cristãos para o martírio.
Durante o período encarcerada à pedido dos outros mártires Perpétua escrevia em um diário tudo o que passou naquele local, e Felicidade que estava grávida travaria uma luta para que sua criança nascesse.
Nas anotações de Perpétua se encontravam descritas todos horrores a qual ela presenciava, como neste relato: "Fiquei horrorizada, nunca tinha experimentado tal sensação de escuridão. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia e sofria por não poder ter junto a mim o meu filho que era de tão poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era que nos concedesse a graça de sofrer e lutar por nossa fé".
Perpétua era muito firme em sua fé, porém como o pai de Perpétua era um homem influente em Roma conseguiu a liberdade de sua filha caso ela negasse Cristo, porém Perpétua não o fez e na época respondendo seu pai da seguinte forma: “Pai, como se chama esta vasilha que há aí na frente?” "Uma bandeja", respondeu o pai. “Pois bem, essa vasilha deve ser chamada de bandeja, e não de pote ou colher, porque é uma bandeja. E eu que sou cristã, não posso me chamar pagã, nem de nenhuma outra religião, porque sou cristã e o quero ser para sempre".
Neste meio tempo nasceu o filho de Felicidade, que seria entregue à cristãos que não foram pegos pela perseguição do imperador pagão, e a criança seria criada são e salvo, porém sua mãe não partilhava do mesmo destino.
Morte e Canonização
Após um longo ano de prisão seriam batizadas e enviadas para a arena onde seriam atacadas por uma vaca enfurecida, porém o povo se horrorizou ao ver Felicidade que havia acabado de tornar-se mãe, ser jogada pelo animal enfurecido, e pediram imediatamente o fim do “espetáculo”, sendo ali mesmo degoladas por se recusarem a negar sua fé, sendo desta forma além de mártires, santas.

Oração á Santa Perpétua e Santa Felicidade
Deus todo-poderoso, 
Que destes às mártires Santas, Perpétua e Felicidade
 A graça de sofrer pelo Cristo,
 Ajudai também a nossa fraqueza, 
Para que possamos viver firmes em nossa fé,
 Como elas não hesitaram em morrer por vosso amor. 
Por Cristo nosso Senhor. 
Amém!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Santa Rosa de Viterbo - 06 de Março -

 Santa Rosa de Viterbo - 06/03 -



Nascida em uma família cristã no ano de 1233 na cidade de Viterbo, Rosa sempre foi muito devota.
Milagres
Segundo a tradição, com apenas 3 anos Santa Rosa se aproximou do corpo de sua tia materna que estava morta e a ressuscitou apenas com o som de sua voz, logo sendo considerada santa pelo povo.
Já mais velha, Santa Rosa auxiliava na distribuição de pães em sua pequena cidade, porém por muitas vezes acabava com todos os pães de sua casa, e acabou sendo advertida por seu pai por inúmeras vezes para que não repetisse mais aquela atitude, porém certa vez enquanto distribuiria os pães Rosa foi chamada por seu pai que pediu para conferir o que estava escondido no avental da garota, respondeu prontamente ao pai que eram rosas que ela havia acabado de colher, ao averiguar o conteúdo os pães haviam se transformado em rosas, e o pai deixou que a menina seguisse.
Ordem Franciscana
Santa Rosa sempre se manteve firme na fé, era muito rígida consigo inclusive se mantendo em jejum durante grandes períodos, o que faria com que ela ficasse gravemente doente. Porém mesmo ardendo em febre, e com sua vida por um fio Rosa nunca teve sua fé abalada, até que em 1245 teve uma visão da Virgem Santíssima que disse as seguintes palavras: “Levanta-se minha filha porque amanhã irás a Igreja de São João Batista, depois à de São Francisco, onde tomarás o hábito da Ordem Terceira”.
Após a visão de Maria, Santa Rosa levantou-se milagrosamente, e seguindo as palavras da Virgem Santíssima pediu sua admissão na: Ordem da Penitência de São Francisco – hoje chamada de Ordem Franciscana Secular.
Exílio
No período em que Santa Rosa de Viterbo ingressou na Ordem Franciscana a Europa passava por grandes conturbações causadas pelo rei herege Frederico II, que negava a autoridade do Papa, e para desafiar o pontífice o rei herege invadiu a Itália, protegendo os hereges e expulsando os cristãos.
Rosa teve outra visão, desta vez com Cristo que estava com o coração em chamas. Ela não se conteve, saiu pelas ruas pregando com um crucifixo nas mãos, convertendo muitos hereges e os trazendo de volta ao seio da igreja, porém por esta atitude seria expulsa por ordens do imperador herege Frederico II.
A morte
Santa Rosa de Viterbo, virgem de grandes poderes, capaz de curar os cegos e converter hereges obstinados, teve seu jovem corpo morto exposto por 18 meses e durante séculos permaneceu intacto, mesmo após um incêndio que lhe destruiu o caixão, demonstrou com certeza indiscutível a glória do pai e a certeza da vida eterna, interceda por nós, tão pequenos que somos ante a magia maravilhosa de sua vida. Fazemos da sua vida a base de nossa crença, porque séculos se passaram e sua memória ainda resiste e resistirá por todo o sempre, para continuar a converter seus pobres irmãos que ainda estão embrutecidos pela devassidão e pela vida em desespero constante. Seja para nós, gloriosa Santa Rosa, a flor perfumada que mantêm vivos os nossos sentidos, a doce esperança de merecermos um dia obtermos graça aos olhos do senhor e a certeza de que o céu se abrirá para nós com a chave do seu coração imaculado feito do mais puro amor e pura castidade. Deixe que caminhemos sobre os seus passos e que cheguemos com mérito ao coração do pai que a recebeu de braços abertos como uma ovelha querida que, por tão pouco tempo, deixara o seu regaço."

Oração á Santa Rosa de Viterbo 
Deus Pai de bondade,
Pelo exemplo de Santa Rosa, 
Comunicaste aos cristãos o desejo de vos servir 
E vos amar acima de todas as coisas. 
Dai aos corações sinceros a graça de conhecer-vos 
E propagar o vosso amor. Por Cristo nosso Senhor
Amém!

domingo, 5 de março de 2017

São João José Da Cruz - 05 de Março -

 São João  José da Cruz - 05/03 -

Origens

Nasceu no dia 15 de agosto de 1654, na cidade de Ponte, que ficava na ilha de Ischia, Itália. Seu nome de batismo era Carlos Caetano Calosirto. Seus pais eram nobres e ricos e se chamavam José e Laura. O ensino básico e os alicerces da fé cristã ele recebeu no Colégio dos Agostinianos, que ficava na ilha Ischia.

Vocação

Aos quinze anos Carlos fez a opção pela vida religiosa, dando curso à grande vocação que em seu coração sentia. Ingressou na Ordem dos Franciscanos Descalços, conhecidos como “Alcantarinos”, porque eram oriundos da Reforma de São Pedro de Alcântara. Esta Congregação lhe causou interesse por causa da austeridade das Regras, especialmente dessa comunidade, que era ligada ao convento de Santa Lucia, em Nápolis. Ao ingressar na Ordem, Carlos assumiu o nome de João José da Cruz. Seu noviciado aconteceu sob a direção do P. José Robles.

Primeira missão como padre

Em 1671 o irmão José João da Cruz foi enviando para Piedimonte d'Alife. Sua missão era construir um convento. Ele foi acompanhado de onze sacerdotes, sendo ele o mais novo. O grupo encontrou muitas dificuldades no local. Ele, porém, não hesitou: juntou pedras com as próprias mãos e trabalhou com cal, madeira, enxadão. Assim, fez os alicerces. Sua ação motivou os outros padres e também o povo. No começo, todos, de fato, pensaram que ele era louco. Porém, percebendo a força de seu caráter e a perseverança, mudaram de opinião e começaram a ajuda-lo. Dessa maneira, um grande convento foi construído em tempo recorde.

Ordenação, missão e construções

O irmão João José da Cruz foi ordenado padre em 1677. Quando completou vinte e quatro anos, recebeu a missão de mestre dos noviços. Em seguida, foi nomeado também guardião da ordem do convento de Piedimonte. Durante sua estadia neste convento, construiu um outro pequeno convento, num local afastado, na borda do bosque. O local era chamado "ermo". Ainda hoje este lugar é procurado como alvo de peregrinações, para pessoas que buscam retiro espiritual. Seguindo seu tino de construtor, São José João da Cruz construiu ainda o convento do Granelo em Portici, na cidade de Nápolis.

Austeridade, humildade e caridade

O Padre João José da Cruz era homem austero. Fazia jejuns, comia apenas uma vez por dia e dormia pouco. Levantava-se sempre à meia noite para agradecer e louvar a Deus pelo novo dia que chegava como presente. Entre o povo, ele ficou famoso por causa de sua humildade. A população passou a venera-lo quando ele ainda era vivo por causa de sua dedicação desprendida aos pobres e aos doentes. Buscava a pobreza na própria vida e até mesmo em sua personalidade, procurando sempre seguir os passos de São Francisco, seu pais espiritual e modelo de conduta.

Provincial

No ano 1702 o padre José João da Cruz recebeu a nomeação de vigário provincial dos Alcantarinos da Reforma de São Pedro. Desse momento em diante a Ordem se expandiu de Norte a Sul da Itália e cresceu em vida de santidade. Esta fama chegou à Santa Sé. Por isso, os dois ramos dos Alcantarinos voltaram a se unir. Assim, o convento de Santa Lúcia retornou aos padres da Itália e o Padre João José da Cruz voltou para lá. Neste convento, ele viveu por mais doze anos. Nesse tempo, como sempre, buscou a austeridade e a santidade de vida. Vários prodígios e curas foram realizados por sua intercessão em favor dos pobres e doentes, coroando seus últimos anos de vida.

 Morte

São José João da Cruz faleceu em 05 de março 1734. Foi sepultado no mesmo convento de Santa Lúcia. Sua beatificação foi celebrada pelo papa Gregório XVI, no ano 1839. Seus restos mortais foram trasladados para o convento da ordem franciscana que fica na ilha de Ischia, local onde ele nasceu. O dia de sua festa, como sempre é feito na Igreja, foi instituído para o dia 5 de março, dia de sua partida para o céu.

Oração a São João José da cruz

“São João José da Cruz, vós que edificastes com vossas próprias mãos em uma obediência incontestável dá-nos este grande dom de dizer sempre "sim" à vontade de Deus, mesmo em meio às nossas dificuldades. Que vivamos toda nossa vida em conformidade aos desígnios de Nosso Senhor para que um dia possamos estar juntos num só único louvor a quem que nos criou unicamente para sermos santos. Por Cristo nosso Senhor. Amém.”


sábado, 4 de março de 2017

São Casimiro - 04 de Março -

 São Casimiro - 04/03 -



São Casimiro é um Santo considerado exemplo de desapego, e devoção a fé em Deus.Nascido em berço nobre São Casimiro vinha de uma linhagem real, filho do Rei Casimiro IV Rei da Polônia, da Arquiduquesa Isabel filha de Alberto II de Habsburgo, foi criado cercado de todos os luxos dignos da alta nobreza européia daquele período.
Desprendimento e Sacrifício
Apesar de todo o luxo que o cercava, desde cedo Casimiro optou por abdicar do seu posto de futuro Rei e aos luxos da nobreza se dedicando ao celibato, tamanha era sua dedicação que chegou mesmo a prejudicar sua saúde por conta de seus jejuns e penitências.
Mesmo com sua saúde bastante debilitada São Casimiro nunca deixou de apoiar seu povo em nenhum momento, inclusive auxiliando seu pai nos momentos de maior dificuldade de seu país, sempre trabalhando pelos mais necessitados, pelas igrejas e conventos, e espalhando a palavra do Senhor.
Morte e Canonização
São Casimiro faleceu no ano de 1484 aos 25 anos, vítima de uma tuberculose, por conta do seu corpo já exaurido devido aos seus esforços, porém seria canonizado somente em 1521, quando também seria declarado Padroeiro da Polônia pelo Papa Leão X.

Oração de São Casimiro
São Casimiro,
Vós que tivestes tudo para reinar soberanamente
E usufruir o que desejásseis, 
Preferistes o caminho doa santidade.
Quanto vos louvo por essa vossa escolha 
Cheia de sabedoria ante a efemeridade desta vida.
Dai aos nossos jovens do mundo inteiro, por vossa intercessão. 
Junto a Jesus Cristo e a Santa Mãe dos Céus, 
O despertar das mais santas vocações sacerdotais.
 Por Cristo Nosso Senhor.
 Amém.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Santa Teres de Verzeri - 03 de Março -

SANTA TERESA EUSTOCHIO VERZERI - 03/03 -



Ana Maria Teresa Eustochio Josefa Catarina Inácia Verzeri era a mais velha de sete irmãos, filhos de Antonio Verzeri e da condessa Elena Pedrocca-Grumelli, vinda de uma família devota, aprendeu desde cedo com sua mãe sobre o amor a Deus acima de todas as coisas.
História
Mulher Inteligente e Livre
Teresa era dotada de grande inteligência e espírito aberto, realizando seus estudos iniciais em sua residência, porém tinha o sonho de que queria ser rapaz, pois sua vontade era estar nas fileiras de Cristo, espalhando a palavra de Deus como missionária a exemplo de Santo Inácio de Loyola.
Provação
Sendo uma mulher de grande fé Santa Teresa Verzeri buscou sempre o caminho de Deus e da libertação, buscando “Deus só”, porém neste período viveria a experiência de um vazio como se Deus tivesse se esquecido dela, ou simplesmente não existisse.
Mas apesar de todas estas experiências Teresa não se deixaria abalar, mesmo sem a “sensação de conforto” ou um preenchimento para o seu vazio, decide seguir o exemplo de Cristo e usar sua solidão e dor como profunda oferta de seu amor.
Vocação
Buscando agradar a Deus e fazer apenas a Sua Vontade, ingressou em um mosteiro de monjas beneditinas de Santa Grata, na cidade de Bérgamo.
Na sua missão, Teresa Verzeri revela seus dons especiais de mestra espiritual, de apóstola, de pedagoga, e assume, claramente, os princípios do sistema preventivo: "Cultivai e preservai, com muita atenção, a mente e o coração de vossas jovens, enquanto ainda pequenas, para evitar, na medida do possível, que entre nelas o mal, sendo melhor, preservá-las da queda com vossas advertências do que levantá-las com correções".
Após esta experiência, Santa Teresa percebeu que sua verdadeira vocação não era para a vida contemplativa, porém sim para o apostolado. Sendo assim, ingressou aos 25 anos iniciando a um trabalho missionário de assistência à crianças abandonadas e desvalidas, sendo orientada pelo Monsenhor Giuseppe Benaglio.
Sua Obra
Nos anos de 1800 a Itália vivia um período de enormes transformações e crises, em meio a tudo Isso Santa Teresa Verzeri percebeu a necessidade de auxiliar as carências do seu tempo. Assim sendo fundaria a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, atraindo consigo várias jovens que assim como ela partilhavam de grande generosidade e disponibilidade para se entregar a esta obra.
Morte e Canonização
Santa Teresa Eustochio Verzeri faleceu no dia 03 de março de 1852, sendo este dia escolhido em sua homenagem.
Porém seria beatificada apenas no ano de 1946 pelo Papa Pio XII, sendo esta canonização celebrada no ano de 2001 pelo Papa João Paulo II.
As relíquias de Santa Teresa Verzeri são expostas e veneradas na capela do colégio das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Bérgamo.

ORAÇÃO a SANTA TEREZA VERZERI
Ó Santa Teresa Verzeri, 
A luz do Espírito e na escuta da Palavra,
Compreendeste a tua pobreza 
E a grandeza de Deus na tua vida,
Com uma fé pura, procuraste somente Deus, 
Confiaste plenamente na sua bondade
E com amor convicto o serviste nos irmãos. 
Sob teu exemplo e com a tua ajuda,
O Senhor nos dê crer firmemente, esperar confiante, 
Amar generosamente, para que cresça, em nós e entre nós, a caridade.
E porque a Vontade de Deus foi o teu grande amor,
Ajuda-nos também a procurá-la com sabedoria
E abandonar-nos a ela com ânimo livre e coração simples.
Amém!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Santa Inês de Boêmia - 02 de Março -

 Santa Inês de Boêmia - 02 /03 -



Origens

De origem nobre, Inês era filha do rei da Boêmia (atual República Tcheca) chamado Premislau I e da rainha Constância da Hungria. Ela nasceu na cidade de Praga, no ano 1205. Com apenas três anos foi levada para ficar aos cuidados da então abadessa Edwiges, aquela que, mais tarde, tornou-se a famosa Santa Edwiges. A santa acolheu a menina Inês no mosteiro cisterciense e ensinou-lhe pessoalmente os primeiros fundamentos da fé. Esta santa influência marcou a vida de Inês para sempre.

Prometida em casamento

Ainda menina, com apenas seis anos, Inês foi levada para outro convento, a fim de ser formada e preparada para suas futuras funções na realeza. Em 1220, com quinze anos, ela foi prometida em casamento ao duque da Áustria Henrique VII. Este era filho do imperador Frederico II. Inês foi para essa corte e viveu lá por cinco anos. Nesse tempo, manteve-se fiel à fé e aos deveres cristãos. Ao término dos cinco anos, por razões políticas, os reis romperam o acordo de casamento e Inês voltou para Praga.

Oração, caridade e constrangimentos

De volta a Praga, a jovem Inês passou a se dedicar mais intensamente à oração e às obras de caridade. Depois de um tempo de reflexão profunda, decidiu consagrar ao Senhor Deus a sua virgindade. Seu pai, porém, realizou outras alianças políticas e isso envolvia outras promessas de Inês em casamento. De uma delas a santa não teve como fugir. Acontece que ela tinha pedido proteção neste sentido ao Papa Gregório IX. O Papa, então, interveio, dando reconhecimento oficial à intenção de virgindade de Santa Inês. Os reis envolvidos aceitaram e Santa Inês conquistou a liberdade de seguir o chamado de seu amado Senhor Jesus Cristo.

Contato com Santa Clara de Assis

Nesse tempo, frades franciscanos passaram a ir à cidade de Praga como missionários itinerantes. Através deles, Inês tomou conhecimento da vida espiritual que Santa Clara levava em Assis, seguindo a espiritualidade franciscana. Ficou entusiasmada e sentiu que este deveria ser seu caminho também. E ela estava certa.

Começando uma vida franciscana

Utilizando seus bens, Santa Inês fundou o hospital de São Francisco na cidade de Praga. Fundou também um mosteiro masculino, para abrigar os frades dirigiriam o hospital. Construiu o Mosteiro das Clarissas de São Salvador de Praga e, em 1236 ingressou nele junto com outras cinco irmãs franciscanas enviadas diretamente de Assis por Santa Clara. Num ato de obediência extrema ao Papa Gregório IX, a jovem irmã Inês aceitou a missão de abadessa deste convento. Esta função ela exerceu até o dia de sua morte.

A relação com Santa Clara de Assis

Santa Inês nunca esteve pessoalmente com Santa Clara. No entanto, as duas mantiveram uma relação bastante profunda através de cartas. Clara devotou a Inês uma amizade singular. Tanto que chamava-a de "metade de minha alma". A afinidade espiritual que existia entre as duas era realmente admirável. Dentre as incontáveis cartas trocadas entre as duas, sobretudo a respeito da perfeição na vida franciscana, conservaram-se apenas quatro. Todas dignas de estudo e riquíssimas da sabedoria do céu.

Caridade, pobreza e carismas

Santa Inês de Praga entregou-se de todo coração ao serviço dos mais pobres. Fundou para estes um segundo hospital e entregou-o à direção das irmãs Clarissas. Assumiu para sua vida a pobreza absoluta. Renunciou às rendas e passou a viver das esmolas e das doações do povo. Manifestaram-se em sua vida terrena os da profecia e da cura, o que beneficiou sobremaneira à sua comunidade e aos pobres e doentes.

Morte

Santa Inês de Praga faleceu na cidade de Praga, em 6 de março do ano 1283. A fama da sua santidade já era conhecida em toda parte nas redondezas. Seus restos mortais foram sepultados na capela do convento fundado por ela e que, hoje, leva seu nome. O culto a Santa Inês de Praga é reconhecido oficialmente desde 1874. Sua canonização foi celebrada pelo Papa João Paulo II em 1989. Na ocasião ele a declarou como a Padroeira da cidade de Praga.

 Oração a Santa Inês de Praga

“Querida Santa Inês de Praga, fiel seguidora do ideal de pobreza de Santa Clara, ajuda-nos a ser fiéis no seguimento de Jesus Cristo. Intercede junto a Ele, para que nos dê coragem e fidelidade; um desejo ardente de permanecer na graça divina; um firme empenho na vida de oração e de contemplação; uma alegria profunda no despojamento interior e exterior. Que possamos, com a tua intercessão, viver em plenitude os mistérios de Jesus Cristo, tal como nossa Mãe Santa Clara escreveu a ti, em suas Cartas. Ensina-nos a saborear a experiência profunda de nossa espiritualidade. Com tua oração, possamos renovar nosso desejo de ser esposas fiéis de nosso Esposo Jesus Cristo. Amém!”